Pois é, o que fazer quando se percebe que há um visitante clandestino no nosso jardinzito?
Primeiro damos com uns suspeitos montículos de terra em sítios onde anteriormente nada havia- surge a suspeita!
Mas queremos acreditar que não é nada, que é só uma impressão nossa- quem é que quer ter um rato á porta de casa?
No entanto a suspeita não nos abandona e por isso temos de investigar. Assim procura-se perceber onde é que ele se esconde e de onde é que ele veio, mas nada disto é fácil pois o invasor não se mostra a qualquer um.
Até que alguém avista o dito e é oficialmente confirmada a sua existência.
Ao principio até há uma certa simpatia pelo bichito que tem um ar amoroso, mas esta desvanece-se instantâneamente quando surgem os primeiros estragos significativos - como buracos no anteriormente imaculado relvado. Aí descobrimos em nós uma séria determinação em por fim á visita.
O passo seguinte, quando ainda se é inexperiente no assunto, é reflectir sobre tudo o que já ouvimos ao longo da nossa vida sobre exterminação de ratos. Veneno, ratoeiras,..., as hipóteses são inúmeras e pelo sim pelo não resolvemos apetrechar-nos com material diverso para tratar da situação, uma vez que há ratos que são danados de espertos.
E então semeamos as nossas armas -primeiro o veneno porque supostamente tratará do assunto sem que seja necessário confrontar-mo-nos visualmente com o resultado- mas ao fim de dois ou três dias percebemos que apesar de não haver vestígios do veneno o amigo ainda por aí anda. Interroga-mo-nos se terá desenvolvido resistência ao veneno e o ache até uma iguaria (isto é óbviamente uma parvoice- mas a ignorância torna-nos delirantes !!!).
Resolvemos então reforçar a nossa ofensiva com a entrada em cena da ratoeira, guarnecida com um suculento pedaço de queijo e armada com todas as cautelas, não vá dar-nos cabo de algum dedo que naturalmente nos faz tanta falta. Esperamos com alguma ansiedade e sensação de arrepio na «espinha» ouvir o sinistro «clac» que anunciará o fim de uma vida, mas acabamos por adormecer sem o menor sinal. No dia seguinte uma rápida espreitadela pela janela demonstra-nos que a ratoeira está VAZIA! Sim, vazia de rato e também vazia de queijo. Confirmamos que o danado é afinal daqueles mais espertos- será que não podia ter-nos calhado um ratito burrinho ?
Vamos então averiguar mais de perto o que terá acontecido e deparamos com o bicho «para sempre adormecido entre os pés dos arbustos. É chegado o final !( o veneno sempre resultou!)
Verificamos nessa altura que á alegria de ter sido bem sucedido e ao alívio de ter posto fim a uma situação potencialmente perigosa se sobrepõe o desconforto de ter morto o animal, a culpa de ter acabado com uma vida que, sobretudo assim imóvel, parece tão inofensiva.
Livramo-nos rápidamente dos vestígios de tudo para mais fácilmente nos podermos esquecer do episódio. E encerramos o assunto... até á próxima.
Claro que estas últimas declarações só podiam ter sido proferidas por uma criatura írremediavelmente urbana.
Devem estar a rir-se de mim ...
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
Muita gira essa história do rato!!!!!
(não sei como foi mas quando coloquei o meu último post não vi que tinhas colocado este?!)
Ainda bem que te livraste do rato, não tardava nada estaria a entrar-te para dentro de casa. Da próxima vez (que esperemos não haja) posso emprestar-te o gato que tenho por cá.
Enviar um comentário